O MEU BLACKIE de Arne Sierens

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O MEU BLACKIE de Arne Sierens
Tradução Lut Caenen e Filipe Ferrer Com Miguel Borges, Joana Bárcia, João Meireles, Pedro Carraca, Américo Silva, Cláudio da Silva, Gracinda Nave ou Isabel Muñoz Cardoso, Gustavo Sumpta, Hélder Braz, Hugo Samora Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves, Isabel Nogueira e José Manuel Reis Luz Pedro Domingos Som André Pires Encenação Cláudio da Silva com a colaboração de Jorge Silva Melo, João Meireles e Pedro Marques.

Estreia Espaço A Capital/ Teatro Paulo Claro , 6 de Setembro de 2001
São Luiz Teatro Municipal, 14 de Janeiro de 2002

O texto está publicado no volume O MEU BLACKIE E OUTRAS PEÇAS com cinco textos de Arne Sierens (Ed. Campo das Letras)

O MEU BLACKIE (Mijn Blackie, 1998) fala do regresso de Mateus ao espaço, entre o rural e o suburbano, onde passou a infância e a adolescência. Cenas breves, frases curtas, música, bebida, amores perdidos e reencontrados. E um cão, Blackie, que não abandona o palco. Depois de dois trabalhos em conjunto com Alain Platel (MÃE & FILHO e BERNARDETJE) e de duas peças de teatro narrativo (NÁPOLES e OS IRMÃOS GEBOERS), Sierens escreveu O MEU BLACKIE que encenou sozinho, pela primeira vez em vários anos. Voltando ao teatro da acção física e radicalizando ainda mais a investigação da ligação entre narrativa e momentos físicos, aqui Sierens procura a autonomização de um acontecimento físico.

"O que quero mostrar nas minhas peças não são fatias da vida. Não, é toda a vida"
Arne Sierens

o_meu_blackie_b"A música é necessária para dar uma ressonância às cenas que se sucedem e criar uma abertura entre a cena que precede e a que se segue. Ela ajuda a sentir o tempo que passa. Dá uma cor mais particular e própria a cada personagem e amplifica os sentimentos em certos momentos"
Arne Sierens

"A base continua a ser material épico profundamente humano, uma série de narrativas de e sobre pessoas que são tiradas da realidade de uma maneira hiperformalista, para que, através dum ritual de dança, música e celebração, regressem à realidade por meio do momento performativo. Em peças anteriores, Sierens deixa entrever o objecto das suas narrativas, histórias ou diálogos sem o mostrar. Agora aplica essa técnica ao teatro físico de MEU BLACKIE: deixa entrever o que acontece, escondendo a acção por trás de um muro."
in Arne Sierens: Kritisch Theater Lexicon, Vlaams Theater Instituut, 2001

"Ao longo dos anos Sierens tem vindo a precisar de cada vez menos linguagem para contar as suas histórias. As suas peças têm-se tornado textos físicos que, em certos casos, de pouco texto necessitam para exercer um forte efeito de acção sobre o público."
in Arne Sierens: Kritisch Theater Lexicon, Vlaams Theater Instituut, 2001

"As suas peças não apresentam uma fatia da realidade, mas transcendem-na constantemente. O que resulta é uma metáfora, que nunca perde a sua relação com o banal."
Griet Op De Beeck, in Etcetera, vol.15, nº 61, 1997, p. 52-54

"Nesta euforia de encontros, discussões, festas e uma espécie de vazio em que todas as personagens temem encontrar-se (.) joga-se um teatro de uma invulgar competência, na apropriação do texto, na construção das personagens, na ocupação do espaço, na utilização da música e do silêncio, na invenção cénica. Joga.se um teatro que redefine o lugar da palavra no teatro contemporâneo, o lugar do corpo e, assim, do actor. Que redefine as relações entre a cena e o público, entre o mundo e a obra de arte, sem nunca sair do mais estrito terreno artístico."
João Carneiro Expresso, 20 de Outubro de 2001

Teatro da Politécnica

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